terça-feira, 2 de março de 2010

Uma convicção sobre um determinado tema (mais uma!!!).

Olá a todos!!!
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Respondi no orkut a indagação de um aluna minha sobre o governo do prefeito de Simões Filho, Eduardo Alencar. Não entrei no mérito particular da questão e entendi como uma queixa geral contra os políticos e a política. O teor do texto dela está aqui no orkut, neste link: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=802737&tid=5443585857606619741
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Minha resposta está lá também. Mas, a transcrevo aqui em seguida:
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"Minha querida Júlia...
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Júlia, minha querida aluna:
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Como seu professor/diretor/amigo tenho a lhe dizer apenas que enquanto o povo - nós!!! - não pensarmos em administrarmos mesmo a coisa pública e ficarmos esperando um profeta, um iluminado, um mágico ou um santo (ou híbrido de todos eles...) e decantar a cantilena do "cobrar, cobrar, cobrar..." (cadê meu troco???), não vamos superar isto.
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Já estou chegando na "meia idade" e tenho ainda esperança que vocês jovens tomem as rédeas que minha geração não tomou, salvo exceções (né meu irmão Marcelo...).
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Não faço juízo de valor sobre o prefeito e seu governo. Tenho minhas convicções políticas e preferências ideológicas. O respeito como a autoridade maior do município e assim deve ser. Até para o próprio compreender o seu papel importante nesse processo. Penso que respostas e saídas são perfeitas para alguns momentos históricos. O que servia pra mim em 1992, 1993, 1994..., 2000 e "poucos e nada" não é o que me interessa ou me satisfaz em 2010. Em mil novecentos e "tarará" minha turma fazia farra com 6 cervejas, umas duas dúzias de acarajés pigando azeite e umas três cocas litros... (lembra Choqueta???!!!) Hoje, um acarajezinho com menos azeite, quem sabe... (kkkkkkkk)
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Discordo sobre a renovação na política da cidade. Ela se fez. Isso não quer dizer que renovação sempre é pro bem, assim como crise nem sempre é pro mal.
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Mas, como é da minha linha política, ética e ideológica, aliás algo almagamado a minha alma e combustível da minha profissão, fico com o verso de Gonzaguinha pra resumir:"Eu acredito é na rapaziada...". Apesar de tudo e todos!!!".

segunda-feira, 1 de março de 2010

Leia essa porque essa é boa!!!

Olá a todos!!!
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Texto de Xico Sá, publicado no site yahoo em 26/02/2010:
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"Antidoping do sexo
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Uma emenda em caráter urgente, urgentíssimo, à declaração universal do homem que é homem: pelo direito sagrado à brochada ou broxada, tanto faz, como registram nossos velhos e bons dicionaristas. É, estamos ao ponto de perder a nossa mais sensível e delicada condição, uma das raras, a nossa mais linda falência. A cada dia é uma química nova na praça.
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Pelo direito das moças realizarem exame antidoping nos marmanjos, para saber o que é vigor artificial e o que vem a ser o fogo que deveras queima o desejo por elas. Contra a fraude amorosa!
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Depois do Viagra, do Levitra, tem ainda o Cialis e outros congêneres que prometem 36 horas no ataque, sururu na área, na boca do gol, a tática do abafa. Um dia e meio em riste. Um fim de semana de confusão. Quem aguenta? Ainda mais com aquela nossa força mecânica sem delicadeza alguma, achando que sexo é esporte apenas de lenhadores.
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Pelo medo do artilheiro diante do pênalti, pelo sagrado direito à broxada, pela carne trêmula diante da moça. Pelo suspense erótico, e até mesmo por aquela coisa hippie definida simplesmente como “questão de pele”, “química” etc. Clamamos, uma vez mais: queremos de volta a nossa falência demasiadamente humana.
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De ovo de codorna, de catuaba para cima, exame antidoping neles. Sim, ostra também vale, afinal de contas é o melhor dos afrodisíacos do embornal do velho Casanova.
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O uso das pílulas milagrosas é uma espécie de dumping, para usar a terminologia de mercado – quando um concorrente cria uma vantagem desleal na praça e vende o seu peixe de forma enganosa.
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Como a gazela ou a afilhada de Balzac vão saber se aquela devoção toda é motivada por elas mesmas ou pela química? Eis um novo item na lista de inseguranças femininas.
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E um reforço e tanto no reclamado machismo de todos os cabróns. Ora, a possibilidade da broxada nos torna mais humanos, mais sensíveis, atentos… Sem isso, imaginem a arrogância fálica, o poder macho, a plenitude da velha expressão “bater o pau na mesa”.
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Homem que é homem defende e preza pela humildade franciscana da broxada. Claro que se o tio já dobrou o Cabo da Boa Esperança e enfrenta a disfunção erétil, nada mais justo. Trata-se de questão médica, vai fundo, toda força, amigo.
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O triste é ver jovens, garotos que nem aprenderam ainda dar bom dia a uma mulher, fugindo à luta, descrentes dos seus próprios poderes. Pobres moços, mal sabem da bela compaixão e ternura que desperta uma broxada. Infalíveis, mimados pela mãe e pela química, irão passar a vida inteira sem essa bela experiência.
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& MODINHAS DE FÊMEA
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A bela reação ao caveirismo doentio das passarelas da moda continua. A semana de Milão, a segunda mais importante do mundo – atrás apenas de Paris – promoveu desfiles com modelos tamanho 46 e 48, o que é excelente para a vida real, mas ainda é um tabu para o império da magreza fashion. O esquema “plus size” foi comandado pela estilista Elena Mirò. Palmas para a moça. E viva a fêmea cheinha, a mulher-comfort e toda a sua gostosa maciez."

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O que o carnaval representa para você???

Para mim, poderia opinar pragmaticamente e numa única palavra: nada!!! Estaria simplificando a resposta, mentindo um pouco e sendo evasivo. Claro que o carnaval é importante no contexto geral, me influencia como pessoa e por obrigação profissional tenho que me ater a ele.
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Entendo o valor cultural do evento e tal, mas, o carnaval nunca me entusiasmou e/ou emocionou. E sou um cara em que as coisas e as pessoas me pegam e me marcam pela emoção... Me emociono com futebol, política, história, educação, pessoas, música, etc... mas, com o carnaval não!!! Nunca consegui!!!
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Também não gosto de coisas quando tendem para a artificialidade e o mercantilismo puro e irracional. Adianto não ser contra o comércio que envolve o carnaval, o turismo. Isso é bom para a Bahia e para todos. Mas, a forma que o carnaval hoje é disseminado, com essa midiatização barata e grosseira, atendendo a interesses econômicos, escancarando a divisão de classes brutal de nosso estado (os de cima nos camarotes, os de baixo nas cordas), me enfurece.
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“Artistas” e “celebridades” vêm e vão como as ondas do mar. Verdadeiros artistas são preteridos. Vemos o dinheiro público ser o fomentador e gerador da fortuna dos afortunados. Aliás, como diz os racionais: “este é o Brasil colonial e tal!!”. Quanto vale ou é por quilo cara pálida!!!
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Adianto para os que ficarão contra mim ou contra as minhas concepções que sou baiano, orgulhoso e fervoroso, daqueles que choram quando ouve o hino do Senhor do Bonfim ou o Hino ao Dois de Julho. Adoro minha terra!!! Por isso, e até mesmo por isso, tenho este sentimento pelo carnaval. Aliás, na linha de um velho bloco daqui de Salvador (existe ainda???), O Cada Ano Sai Pior, a cada carnaval a coisa fica mais triste. Lembro de dois pensamentos que explicam este sentimento: “a gente era feliz e não sabia” ou aquele outro “ruim com ele, pior sem ele”. Que saudade do Rala o Pinto e a Dança do Tchaco!!! Se escrevi errado me perdoem...
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Teria muito mais a dizer, mas, o tempo, como diria um anti-filósofo globalizante (da Rede Globo mesmo!!!), “o tempo ruge!!!”. E este ruge como um leão mesmo!!! Espero ver o tempo em que o carnaval seja menos de plástico e falsetes e espelhe um pouco mais da nossa realidade. Aliás, corrijo-me: este carnaval espelha muito a realidade da nossa eterna “Província da Bahia”, com seus barões, marqueses e duques. Fico com o grande e sagaz Chico Science para expressar o que é este carnaval da Bahia: “o de cima sobe e o de baixo desce!!!”. E teremos outros carnavais onde os de cima sobem aos seus altares/camarotes e os de baixo descem... ou ao menos a polícia desce a madeira neles. Triste Bahia!!!
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P.S.: Mas, respondendo a pergunta inicial digo que o carnaval mesmo sem me emocionar me representa alguma coisa.
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Um abraço a todos!!!

sábado, 30 de janeiro de 2010

De volta para o passado...

Olá a todos!!!
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Estamos a poucos dias do início da velha rotina da educação pública: semanas pedagógicas (no plural mesmo!!!), debates, diretrizes, metas, blá, blá, blá... e, retorno as aulas.
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Discutimos nestes instantes todas variações sobre o mesmo tema: dias letivos, avaliações, métodos, critérios... pois bem...
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Enquanto aqui nas "Terras Brasilis" se discutir e entender educação como obrigação, limitand0-se ao limite (intecionalmente redudante...) nos 25% tratados na constituição, e não pensar e agir com o firme pensamento de que só com boa e eficiente educação daremos a virada que o país precisa para amainar uma parte dos sem números de mazelas sociais que viceram por aqui, ficaremos a berlinda do bem estar público e ético.
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Valeu!!! Eu estava querendo desabafar... depois, desabafarei o restante. O suspiro da válvula só começa ser aberto ainda no início...
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Até mais a todos!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nossa democracia de todo dia...

Olá a todos!!!
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Ultimamente tenho ouvido muito as pessoas praguejarem sobre os políticos e a nossa política em geral. Isto em conversas, debates em comunidades virtuais, ouvindo a conversa alheia... uns dizem “que todo político não presta”, no que não acredito, outros vivem a repetir que “nas eleições daremos o troco!!!”.
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É sobre esta última observação que quero falar e me ater. A democracia brasileira vem se aperfeiçoando. A passos lentos, mas, evidentes. Se pensarmos que só a 21 anos atrás voltamos a eleger diretamente o nosso presidente, veremos que já evoluímos muito. Claro, precisamos cultivá-la – a democracia – todo dia.
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Portanto, este “discurso” meio conformista e revanchista ao mesmo tempo de dar o troco a cada dois ou quatro anos não cabe mais. Então, elegeremos os nossos representantes e vamos deixar eles fazerem o que bem entendem por um mandato??? O mandato deles é nosso!!! Em razão disso, podemos censurá-los, adverti-los ou, se caso for necessário, tomá-los de volta!!! Esta é a vertente democrática da democracia participativa e ativa!!!
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Individualmente ou, melhor ainda, organizados em entidades representativas – associações de classe, grupos de moradores, conselhos, etc. – podemos e devemos nos fazer ouvir nas diversas instâncias da administração pública.
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Uma outra forma legitima de participação e ainda vista com muito preconceito ou má interpretação, é nos filiarmos a algum partido político. Buscar um partido político que melhor se afine com seu perfil ideológico e participar mesmo das suas reuniões e convenções. E mais do que isso, intervir em suas decisões e tomadas de rumo, sejam eles caminhos ideológicos ou apoios e coligações.
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Temos que parar de sermos a famosa hiena Hardy do desenho animado, que vive a vociferar o seu jargão característico: “Ô vida, ô azar...”. Partir para a ação!!! Seja ela qual for!!! Só não caio mais nessa de que a cada quatro anos darei o troco. Já sou um pouco experiente e vejo muitos “quatro anos” passarem e as mudanças acontecendo não com a veemência que os “espectadores da democracia” anseiam. Como disseram os revolucionários franceses nos finais do XVIII: “As armas cidadãos!!!”. A diferença é que nossa “arma” é a atitude coletiva!!!
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Um abraço a todos!!!